A gestação é um momento importante da vida da mulher e deve ser acompanhada por um profissional capacitado, para orientá-la sobre cuidados e medidas que tragam o  seu bem estar.

A medicina fetal é uma subespecialidade dentro da ginecologia/obstetrícia, que tem os profissionais com competências necessárias para procedimentos preventivos, diagnósticos e/ou terapêuticos, invasivos ou não, durante a gestação frente a complicações materno fetais.

Entre tais procedimentos, destaca-se o aconselhamento genético como o primeiro e mais comumente realizado, baseado no rastreamento de doenças cromossômicas (cromossomopatias), por meio de dados ultrassonográficos e bioquímicos.

A Ecografia Obstétrica é um exame que permite ver o bebé dentro do útero da mãe, através de ultrassons (inofensivo tanto para o bebé como para a mãe). Pode ser realizada por via vaginal e/ou abdominal (mais usual) e permite a visualização do bebé e suas dimensões bem como estudar a placenta, líquido amniótico e cordão umbilical.

Indicações para Ecografia Obstétrica:

  • Exames obrigatórios do 1º, 2º e 3º trimestre;
    • 1º trimestre – 11ª e a 13ª semana e 6 dias;
    • 2º trimestre – 20ª e a 22ª semana;
    • 3º trimestre – 30ª e a 32ª semana.
  • Determinação do tempo de gravidez;
  • Anomalias fetais;
  • Atraso de crescimento fetal.

A  Ecografia morfológica é feita normalmente entre 20 e 24 semanas de idade gestacional (ou no do inicio da 21ª até o final da 24ª semana) de gravidez, pois é quando o bebé já se encontra suficientemente desenvolvido, permitindo assim, fazer uma avaliação das estruturas de cada segmento do bebé (cabeça, pescoço, coluna vertebral, tórax, abdômen, genitália externa e extremidades) e do liquido amniótico, cordão umbilical e placenta.

Todas as grávidas devem realizar a Ecografia Morfológico de 1ª e 2ª trimestre, para:

  • Monitorar o crescimento do feto;
  • Determinar o sexo do bebé;
  • Analisar a placenta;
  • Examinar o feto para malformações ou problemas de fluxo de sangue;
  • Monitorar os níveis de líquido amniótico;
  • Analisar o nível de receção de oxigênio pelo bebé;
  • Medir o comprimento do colo do útero;
  • Orientar outros exames, tais como a amniocentese.

A Ecografia Obstétrica Tridimensional (3D/4D) permite aos pais conhecerem o seu filho antes de nascer. Neste exame, as imagens tradicionais da ecografia convencional (2D) são captadas, armazenadas e imediatamente reconstituídas em 3 dimensões, originando imagens do corpo do bebé que são muito nítidas e facilmente interpretadas pelos pais.

A Ecografia 4D é uma ecografia tridimensional realizada em tempo real, ou seja, a diferença é que enquanto na ecografia 3D são visualizadas imagens em três dimensões, mas estáticas, na ecografia 4D são obtidas imagens em tempo real (vídeo), permitindo visualizar os movimentos do bebé, incluindo as expressões faciais, como por exemplo, o bocejo ou o sorriso.

A Ecografia 3D/4D pode ser realizada em qualquer fase da gravidez, mas preferencialmente entre as 24 e as 28 semanas.

É um exame de ultrassom que permite avaliar se o coração do bebé está a se desenvolver adequadamente e se apresenta função normal dentro do útero da mãe.

É importante para detetar a existência de alguma doença congénita, e quanto mais precocemente for detetada, mas capacitado estará o seu médico para a necessidade de intervenção cirúrgica que possa a vir a precisa o bebé após o parto. Ou quando necessário, tratar ainda no útero certas doenças cardíacas fetais, como a arritmia.

Este exame diagnostica e acompanha a resposta do bebé ao tratamento, sendo ferramenta importantíssima no pré-natal das gestantes.

Consiste na realização de uma ecografia e de uma colheita de sangue.

A ecografia é realizada entre as 11 e as 13 semanas, e nela vamos avaliar um conjunto de características no bebé, que se associam frequentemente com a presença de alterações cromossómicas.

São muitas as características avaliadas, sendo a mais conhecida, a dimensão da trnslucência da nuca. Quanto mais características são avaliadas (presença de ossos do nariz ossificados, ângulo fronto maxilar, ductus venoso e regurgitação da válvula tricúspida) em conjunto com a translucência da nuca, mais sensível se torna o exame.

Quanto à análise de sangue, deve ser realizada o mais cedo possível, entre as 9 e as 13 semanas de gestação. Esta análise serve para dosear duas proteínas de origem placentar (beta hCG e PAPP-A), que estão em circulação no sangue da grávida e que se relacionam com o risco para o feto ser portador de doenças cromossómicas.

O Rastreio Pré-Eclâmpsia permite a identificação precoce de uma gravidez com elevado risco para Pré-Eclâmpsia e aumenta a probabilidade de um melhor prognóstico para esta gravidez.

O Rastreio da Pré-Eclâmpsia implica a obtenção de uma estimativa do risco de que a doença se desenvolva, antes que qualquer sinal ou sintoma apareça.

Restrição de Crescimento Fetal refere-se a todo o feto que não atinge o potencial de crescimento geneticamente determinado para a sua idade gestacional.

Parto pré-termo é quando o bebé nasce antes do tempo.

O parto pré-termo pode suceder em gestações consideradas de baixo risco ou ser uma ocorrência antecipada durante a gravidez devido a antecedentes maternos ou a complicações decorrentes da própria gestação.

Trabalho de parto pré-termo é aquele que se inicia antes de estar completada a 37ª semana de gravidez e depois de ser atingido o tempo de gestação tido como limite inferior da viabilidade, o qual se pode situar entre as 22 e as 28 semanas de gestação.

De acordo com a definição da Organização Mundial da Saúde (OMS), o limite inferior da viabilidade fetal situa-se na 20ª semana (meio da gravidez).

O termo Cardiopatia abrange todas as doenças que acometem o coração. Alguns dos tipos mais comuns de cardiopatia são os seguintes:

  • Cardiopatia congênita – são os defeitos cardíacos presentes desde o nascimento. Nos casos mais graves costuma ser percebida logo que o bebê nasce; nos casos menos graves pode ser diagnosticada quando a pessoa já está na idade adulta.
  • Doenças no miocárdio– são defeitos no músculo do coração. Em muitos casos, o órgão não consegue bombear o sangue adequadamente.
  • Infeção no coração – são causadas quando bactérias, vírus, fungos ou parasitas alcançam o músculo cardíaco.
  • Cardiopatia de válvulas – Uma variedade de fatores podem danificar as válvulas (quatro) que abrem e fecham para permitir o fluxo de sangue no órgão, causando a doença.
  • Cardiopatia hipertensiva – é uma consequência da pressão arterial alta, que pode sobrecarregar o coração e os vasos sanguíneos e causar a doença.
  • Cardiopatia isquémica – causada pelo estreitamento das artérias do coração pela acumulação de gordura, o que leva à diminuição da oferta de sangue para o órgão. A doença pode gerar anginas (dor no peito) ou, nos casos agudos, enfarto.

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